
MEU TEXTO, MINHAS REGRAS
[GUIA DE ESTILO]
Minha escrita segue algumas regras idiossincráticas, e pode transgredir – voluntariamente – várias normas gramaticais. Tipo assim:
1) uso "por que" para fazer perguntas diretas; "porquê" e "por quê" como, possivelmente, ensinam a maioria dos gramáticos; e "porque" nas situações restantes.
2) escrevo certas palavras como são faladas – e não necessariamente pela maioria.
3) escrevo os numerais por extenso ou não, segundo critérios, por assim dizer, estéticos e funcionais. Costumo usar algarismos para evidenciar quantificações que desejo ressaltar, por exemplo. Normalmente evito usar algarismos romanos, inclusive quando se trata de numerar século.
4) gosto de colocar um ponto após o terceiro dígito dos números com mais de 5 dígitos ou mais de três zeros juntos, para ajudar o leitor.
5) uso ponto cardeal com inicial minúscula quando ele indica direção, orientação, e sentido espacial.
6) frequentemente uso os chamados pronomes oblíquos segundo a língua falada ou alguma preferência sonora pessoal, contrariando as normas de concordância exigidas pelos gramáticos.
7) uso colchetes [ ] para demarcar digressões e aprofundamentos que não devem necessariamente ser lidos no fluxo comum, "linear", do texto; uso chaves { } para demarcar trechos suprimidos e comentários meus dentro de citações e transcrições de falas; uso travessões -- entre trechos que quero ressaltar; e parênteses ( ), entre trechos que quero resguardar. Gosto que o conteúdo entre colchetes e chaves seja lido entre pausas livres, pessoais, como nuvens que flutuam sobre o solo textual. Gosto que o conteúdo entre travessões e parênteses seja lido entre pausas similares às da vírgula, ou seja: uma breve pausa de respiração [como uma rápida passagem de marcha dirigindo um veículo].
8) em transcrições, uso chaves { } isoladas mais à esquerda para indicar supressão de trecho que inclui falas de duas ou mais pessoas. E uso chaves { } isoladas nem tão à esquerda para indicar supressão de parte da fala contínua de uma mesma pessoa (supracitada).
9) uso itálico em palavras oriundas de outros idiomas as quais ainda não integrei à minha fala e/ou escrita.
10) minha vírgula e meu ponto e vírgula servem para sinalizar e aconselhar pausas respiratórias na leitura [menores ou maiores, respectivamente]. A imprevisível dupla nem sempre viola as regras da "língua culta", inclusive para evitar certas ambiguidades semânticas.
11) pratico experimentos e neologismos nem sempre fáceis de notar por quem não entende espanhol e/ou inglês. Por exemplo: fusão ou agregamento de palavras de idiomas diferentes numa mesma palavra ou expressão.
12) gosto de ressaltar com aspas " " -- nome de livro, capítulo, escrito, música, álbum musical, filme, obra de natureza artística, e, eventualmente, certos nomes de obras não artísticas. Também posso aspar letras de canção e trechos textuais especiais.
Seria chato listar todas as regras que não sigo, e todas as regras e variações que pratico. Prefiro que sejam descobertas.
